Templo Espiritualista Luz do Amor Divino
Templo Espiritualista Luz do Amor DivinoCasa dos Orixás · Ilé Àṣẹ Ìmọ́lẹ̀ Jagún

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Seja bem-vindo, seja bem-vinda.

Uma palavra da Ìyálórìṣà a quem entra para o aspirantado

Quando um médium entra para o aspirantado, é muito comum que, no início, ainda se sinta um pouco "de fora".

Ele está chegando a uma comunidade que já possui sua rotina, seus movimentos, suas formas de organização, seus vínculos e pessoas que já caminham juntas há algum tempo. Por isso, enquanto ainda está conhecendo a Casa, aprendendo onde pode ajudar, entendendo os horários, as atividades e se aproximando das pessoas, pode surgir a sensação de não estar completamente integrado.

Isso não significa que você não pertença. Significa apenas que o pertencimento também precisa de tempo para ser construído.

Isso acontece em praticamente todos os ambientes novos. Primeiro observamos, depois começamos a compreender a dinâmica, criamos vínculos, participamos mais, encontramos nosso lugar e, aos poucos, aquilo que parecia desconhecido começa a se tornar familiar. No Templo não é diferente.

Por isso, não espere somente que alguém venha até você. Aproxime-se. Pergunte onde pode ajudar. Participe das atividades. Sente-se ao lado de alguém que você ainda não conhece. Converse. Colabore. Permita que as pessoas também conheçam você.

Uma comunidade não é construída apenas por quem já está nela. Ela também é construída por quem está chegando.

Onde há pessoas, há diferenças

E precisamos compreender outra coisa importante: onde existem pessoas, existirão também diferenças, desencontros, frustrações e situações que, em algum momento, podem nos desanimar. Nenhuma comunidade humana será formada apenas por pessoas que pensam, agem ou se relacionam exatamente como gostaríamos.

Em algum momento, alguém poderá não perceber que você precisava de acolhimento. Uma palavra poderá ser mal interpretada. Você poderá se sentir esquecido, deslocado ou até decepcionado. Quando isso acontecer, antes de transformar uma situação em uma conclusão sobre toda a sua caminhada, lembre-se:

O que trouxe você até o sagrado?

Não permita que uma dificuldade de relacionamento faça você esquecer aquilo que seu Orí reconheceu como importante para a sua vida.

Também é necessário aprender a separar as coisas
Uma dificuldade com uma pessoa não é necessariamente uma dificuldade com a Casa.
Um momento de desconforto não significa falta de pertencimento.
Uma correção não significa rejeição.
Não ser chamado, procurado ou incluído em determinado momento nem sempre significa que alguém decidiu nos excluir.

Às vezes, as pessoas também estão ocupadas, vivendo seus próprios processos e responsabilidades. Por isso, precisamos desenvolver maturidade para não alimentar interpretações antes de procurar compreender o que realmente aconteceu.

Uma responsabilidade que é de todos

Ser para o outro aquilo que gostaríamos de encontrar quando chegamos.
Se você sabe como é difícil entrar em um lugar onde ainda não conhece ninguém, aproxime-se daquele que acabou de chegar.
Se algum dia você se sentiu sozinho, não deixe outro irmão sozinho.
Se gostaria que alguém perguntasse como você está, pergunte também.
Se gostaria de receber ajuda, aprenda também a oferecer.

É assim que uma comunidade deixa de ser apenas um grupo de pessoas frequentando o mesmo lugar e começa verdadeiramente a se tornar uma Casa.

Ser filho de uma Casa de Àṣẹ

Ser filho de uma Casa de Àṣẹ não é apenas estar presente nos dias de gira.

É
aprender a cuidar dela.
criar vínculo.
participar.
construir relações.
compreender limites.
receber, mas também oferecer.
entender que cada um tem uma parcela de responsabilidade pela qualidade do ambiente que encontra.
Você não precisa
chegar sabendo tudo.
conhecer todos.
encontrar imediatamente o seu lugar.
Mas precisa se permitir caminhar.

Com o tempo, aquilo que hoje parece estranho começa a fazer parte da sua rotina. As pessoas deixam de ser desconhecidas. Os espaços ganham significado. Você começa a reconhecer onde pode contribuir e percebe que também está ajudando a construir aquilo que um dia encontrou pronto.

O pertencimento não acontece de uma vez. Ele nasce da convivência, cresce com a participação e se fortalece quando compreendemos que aquela Casa também passa a ser nossa responsabilidade.

Por isso, tenha paciência com o seu processo e também com o processo das outras pessoas. E nunca se esqueça daquilo que trouxe você até aqui.

Porque, antes de qualquer vínculo humano, existe uma relação que precisa continuar sendo preservada: a sua relação com o sagrado.

Orientações importantes aos médiuns

Cuidar da Casa também é disciplina espiritual.

Convivência, cuidado com a Casa e respeito aos espaços e às atividades espirituais

A Casa de Àṣẹ é um espaço coletivo e sagrado. Seu bom funcionamento depende da responsabilidade, do cuidado e da colaboração de todos. Estas orientações existem para preservar a organização da Casa, facilitar o trabalho das equipes e manter o respeito aos espaços e às atividades espirituais.

1. Postura e boa convivência

  • Procure ser útil e colaborar com as atividades da Casa.
  • Consulte sempre o quadro de informações dos médiuns para acompanhar avisos e orientações.
  • Sempre que tiver dúvida, procure um dos responsáveis antes de tomar alguma iniciativa.
  • Evite formar grupos que não contribuam para o trabalho e para a boa convivência.
  • Não participe de fofocas. Se uma conversa estiver seguindo por esse caminho, afaste-se. Não contamine seu sagrado.
  • Sempre que possível, chegue com antecedência. Use esse período para se organizar e conectar-se com a Casa, com o trabalho e com a espiritualidade.
  • Tudo o que for retirado de seu lugar deverá ser devolvido ao mesmo local após o uso.
  • Caso quebre ou danifique algo acidentalmente, comunique o ocorrido e responsabilize-se pela reposição.
  • Cuide da Casa de Àṣẹ com zelo, consciência e responsabilidade.

2. Pertences e armários

  • Utilize o armário com cuidado e mantenha-o sempre organizado.
  • Não deixe roupas sujas, alimentos ou qualquer material que possa gerar mau cheiro ou sujeira.
  • O armário pode permanecer trancado somente durante sua permanência no Templo. Ao ir embora, não o deixe trancado.
  • Pertences pessoais deverão ser levados para casa ou guardados exclusivamente nos locais destinados a eles.
  • Não deixe objetos espalhados pelos ambientes da Casa.

3. Cozinha e refeitório dos médiuns

Micro-ondas

  • Destinado exclusivamente ao aquecimento de alimentos.
  • Não é permitido utilizá-lo para descongelar alimentos.

Geladeira

  • Ao guardar alimentos, cuide para não prejudicar os alimentos de outras pessoas.
  • Evite colocar recipientes sobre outros alimentos de maneira inadequada.
  • Certifique-se de que os potes estejam bem fechados para evitar vazamentos.
  • Não deixe marmitas, restos de comida ou alimentos esquecidos na geladeira.
  • Ao final das atividades, leve sua marmita e seus alimentos embora.

Louças e organização

  • Lavou, usou ou sujou: organize.
  • Toda louça utilizada deverá ser lavada após o uso.
  • Mantenha mesas, bancadas e demais espaços limpos.

Alimentos reservados

  • Não retire salgados, bebidas ou outros produtos sem antes verificar se foram reservados para você.
  • Confirme sempre, para evitar que outra pessoa fique sem aquilo que encomendou.

Uso do refeitório

  • O refeitório é destinado principalmente à alimentação.
  • Evite permanecer no espaço para conversas prolongadas ou para "colocar o papo em dia", especialmente nos momentos de maior movimento.

Entrada na cozinha

  • Durante as atividades, a entrada na cozinha somente será permitida quando houver necessidade ou autorização.
  • Quando solicitado, será obrigatório utilizar touca, preservando as condições de higiene do ambiente.

4. Vestiários

  • Preserve a limpeza e a organização; evite permanecer conversando no vestiário.
  • Troque-se com agilidade e libere o espaço para que outras pessoas possam utilizá-lo.
  • Não deixe roupas, objetos pessoais ou materiais espalhados.
  • Durante o intervalo da gira, não entre no vestiário sem autorização quando houver orientação para controle de acesso.
  • Ao sair, verifique se o espaço ficou organizado para a próxima pessoa.

5. Banheiros

Todos são responsáveis pela preservação dos banheiros.

  • Mantenha o ambiente limpo após o uso e certifique-se de que o vaso sanitário permaneça limpo.
  • Caso perceba falta de papel higiênico, sabonete ou outro item, comunique imediatamente aos responsáveis.
  • Se o cesto de lixo estiver cheio, substitua o saco sempre que possível ou avise a equipe responsável.
  • Caso ocorra algum acidente, faça a limpeza imediatamente.
  • Absorventes deverão ser embrulhados adequadamente antes de serem descartados. Durante o período menstrual, verifique com atenção as condições do vaso antes de deixar o banheiro.
O próximo irmão deve encontrar o espaço da mesma forma que você gostaria de encontrá-lo.

6. Jardim sagrado

O jardim não é apenas uma área de convivência. É um espaço consagrado da Casa. Pode ser utilizado para oração, recolhimento, conexão espiritual e atividades ritualísticas. Preserve a natureza e a sacralidade do espaço.

No jardim não é permitido
comer;
fumar;
usar o espaço para conversas inadequadas ou permanência sem necessidade durante os trabalhos.

7. Fumódromo

  • Utilize exclusivamente o local destinado aos fumantes.
  • O fumódromo deverá ser utilizado somente durante os intervalos autorizados das atividades.
  • Respeite os horários e o andamento dos trabalhos.

8. Setores de acesso controlado

Algumas áreas possuem materiais, valores, documentos ou atividades que exigem organização específica. Por isso, não entre sem autorização ou sem a presença do responsável em setores como:

  • loja;
  • secretaria;
  • lanchonete / cantina;
  • cozinha, quando estiver em funcionamento;
  • outros espaços identificados pela direção.
Sala da Mãe
A sala da Mãe é um espaço de trabalho, atendimento e preparação. O acesso deverá ocorrer somente mediante autorização.

9. Durante os trabalhos e rituais

Este é um dos cuidados mais importantes dentro da Casa.

  • Evite interromper a Mãe com assuntos ou conversas durante os trabalhos. Muitas vezes existe uma sequência de atividades, preparações e responsabilidades que exige concentração.
  • Se a Mãe estiver realizando um ritual, não interrompa para pedir a bênção ou tratar de questões particulares. Aguarde o momento apropriado.
  • Durante a realização de rituais, preserve o silêncio e interrompa conversas paralelas.
  • Observe o ambiente antes de falar ou se aproximar.
Respeitar o ritual não é apenas respeitar quem o conduz. É respeitar o próprio sagrado que está sendo movimentado naquele momento.

10. Responsabilidade coletiva

Não espere alguém pedir para cuidar da Casa.

Se viu algo fora do lugar, organize.
Se utilizou, devolva.
Se sujou, limpe.
Se acabou, comunique.
Se quebrou, avise.
Se não sabe, pergunte.

Se percebeu alguém precisando de ajuda, coloque-se à disposição.

Uma Casa de Àṣẹ com muitas pessoas somente funciona quando cada pessoa compreende que organização também é parte da disciplina espiritual.

Apoio na cantina — atribuições operacionais

As funções abaixo são específicas da equipe ou da pessoa escalada para apoio à cantina e não fazem parte das regras gerais dos médiuns.
Antes e durante o atendimento
  • Organizar as reservas em ordem alfabética e conferir os itens reservados.
  • Manter as estufas abastecidas com água quando necessário.
  • Manter a cafeteira abastecida e organizada.
  • Verificar a organização da geladeira e repor produtos conforme a necessidade.
Durante o intervalo
  • Entregar os itens previamente reservados.
  • Preparar bebidas quentes.
  • Organizar e entregar bolos e demais produtos.
  • Auxiliar no fluxo de atendimento.
Final do intervalo
  • Quando as responsáveis principais precisarem deixar temporariamente o setor, o apoio poderá realizar um atendimento reduzido até o reinício das atividades, conforme orientação da equipe responsável.

Para lembrar

O Templo não é responsabilidade de algumas pessoas.

Cada médium que entra nesta Casa passa também a participar da responsabilidade de preservá-la. Cuidar do espaço, respeitar os horários, preservar o silêncio, colaborar com os irmãos e compreender os limites de cada ambiente também fazem parte da postura de quem escolheu caminhar dentro de uma Casa de Àṣẹ.

O sagrado também se manifesta na maneira como cuidamos daquilo que nos foi confiado.